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    BLOG DO ADELINO MACHADO DE CAMPOS BELOS


    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS: DO SONHO À REALIDADE NO NORDESTE GOIANO.

    Em lugarejos de acesso por longas caminhadas e expectativas campeadas nas ondas do rádio, até o final da década de 90 do século 20 os sonhos se esvaiam na incerteza de ter um “doutor” na família. Até então, quem possuía melhor condição financeira, exportava sua prole, ou se dirigia à cidade, onde supunha haver “recursos”, que ensejassem oportunidades.

    Aos poucos essa gente da roça, dos vilarejos, das pequenas cidades e minúsculas propriedades rurais, dos pés de serra e grotões foram percebendo que também poderiam vislumbrar formação superior, porque agora ele tornara presente na região. Ao sair do papel a Faculdade de Ciências Agrárias e Letras de Campos Belos se tornou Universidade Estadual de Goiás, em 1999.

    Ainda nos primórdios, assim proclamou seu diretor de implantação: “De todos os trabalhos que realizei esse foi o mais gratificante, o que mais me deu orgulho” (…) “me engajei no sonho de termos uma faculdade em Campos Belos com vontade e determinação, sonho este que se transformou em realidade” - Carlos Alberto de Carvalho.

    Mas conquista que é conquista, não pode ficar estacionada no tempo. Utilizando as palavras do 2º diretor da UnU-Campos Belos, elas “foram chegando uma a uma. Tudo começou quando trouxemos os primeiros cursos de pedagogia e letras, depois as licenciaturas parceladas em pedagogia, matemática e geografia, foram tantas turmas que hoje praticamente não existem professores leigos na região”, Gesiel Januário de Almeida.

    Comprometida com a formação de professores dos municípios Kalunga, a UnU-Campos Belos profissionalizou por meio da Licenciatura Plena Parcelada, em parceria com as prefeituras, 61,4% dos atuais professores da Rede Municipal de Ensino de Monte Alegre de Goiás; 35% dos de Cavalcante e 59% dos de Teresina de Goiás.



    Escrito por Adelino Machado às 16h59
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    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS: DO SONHO À REALIDADE NO NORDESTE GOIANO (sequência)

    Já em 2006, um estudo realizado na Unidade, chamado “Análise do impacto das políticas para educação superior em Campos Belos”, registra que 66,39% dos professores da Rede de Ensino deste município são formados na UEG. Na rede estadual, incluídas escolas Kalunga essa participação alcança 56,12% dos profissionais do magistério público da região.

    Assim a Universidade estende suas ações no Nordeste Goiano produzindo oportunidades, que mesmo ainda necessitando avançar, representa o resgate de velhos sonhos ao encontro da realidade. “Esta universidade já é um patrimônio do nosso Estado. E especificamente a Unidade de Campos Belos, é a esperança de um Nordeste Goiano incluso no paradigma pós-moderno, que vislumbra a independência social, econômica, cultural e política, que o passado dessa região não contemplou” - Rosolindo Neto de Souza Vila Real – 3º Diretor.

    Ao completar 15 anos, estabelecida pela lei nº 13.456 de 16 de abril de 1999, a Universidade celebra seu JUBILEU DE CRISTAL com os pés fincados em cada palmo do Estado de Goiás, estendidos também para o Sul da Bahia e Sudeste do Tocantins.

    O Nordeste Goiano não é mais o mesmo depois da UEG. A ciência, a dialética, a tecnologia, a profissionalização e a informação se instalaram definitivamente. Quem passar por essas plagas, que não a tiver conhecido antes, talvez não saiba a diferença que fez e faz esta Universidade. 



    Escrito por Adelino Machado às 16h56
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    Princípios adotados para dirigir a UEG de Campos Belos

    Atuação profissional de acordo com os preceitos constitucionais da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, conforme artigo 37 da Constituição Federal do Brasil de 1988.

    Ações diretivas que visem contribuir com o projeto de consolidação e desenvolvimento da Universidade Estadual de Goiás, proposto em sua missão institucional.

    Postura de trabalho voltada para o cumprimento do estatuto e do regimento da Universidade, com respeito e observância às deliberações de suas instâncias superiores.

    Foco permanente na indissociabilidade entre as atividades de ensino, extensão e pesquisa; respeito à liberdade; compromisso com a democracia, a pluralidade cultural e de ideias; valorização do conhecimento; valorização e reconhecimento de experiências e práticas sociais.

    Defesa da autonomia universitária, conforme projeto em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás; Qualificação e valorização profissional dos servidores; eficiência e transparência na prestação de serviços educacionais à sociedade.

     Compromisso profissional e ético nas relações interpessoais, com base no ideal do líder servidor que almeja resultados a serem partilhados com todos os participantes; confiança no planejamento participativo.

    Por uma Universidade ligada, mais dinâmica e mais jovem. Adelino Machado.



    Escrito por Adelino Machado às 08h34
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    Certidão de Nascimento de Campos Belos - GO

    CERTIDÃO DE NASCIMENTO DE CAMPOS BELOS.

     

    (...) nº 92

    Registrante: João Luiz Tavares. Denominação: Almas e Bom Sucesso.

    Município: Arrais. Feito em 1858.

    João Luiz Tavares possue nesta freguesia de Arrais no lugar denominado Almas meia legoa de terras cujas estremas são a serra que rodeia o sítio e o Riacho dos Macacos.

     

     

    • Texto do livro das antigas certidões paroquiais feitas pelo Pe. Rosolindo Furtado de Freitas, transcrito fielmente ao documento.


    Escrito por Adelino Machado às 16h45
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    PELA FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

    A literatura educacional brasileira tem um vasto universo ideário que sugere mudanças, ao mesmo tempo em que temos grandes educadores que se propõem, as duras penas, desenvolver o país por meio da educação. Destaco o professor Paulo Freire, uma das mentes mais brilhantes e atuantes do século 20, na vanguarda dos projetos de construção de uma sociedade democrática, justa e essencialmente escolarizada.

    Ocorre que a legislação proposta, constituição federal, LDBs, Decretos, pareceres, resoluções, entre outros, durante os 513 anos de nossa história, vem atender a um tipo de desenvolvimento que ora serve aos interesses das classes sociais já favorecidas, ora não determina claramente as ações, promovendo a possibilidade do “faz de conta”, ou do “faço se quiser”, por não haver lei que obrigue a agir corretamente. Tudo passa a ocorrer mediante um falso moralismo pela ausência da lei.

    A revelia da literatura e da lei estão os agentes públicos responsáveis pela execução das políticas públicas não só educacionais, mas das diversas áreas que compõem os serviços sociais essenciais. Na ponta da execução dos serviços estão as administrações públicas, que na figura dos prefeitos municipais o centro das decisões, pois eles assumem as prefeituras com a mesma incumbência de “chefe maior”, de donos, muitas vezes por falta de esclarecimento.

    Em grande parte dos municípios brasileiros, os prefeitos são analfabetos, semi-analfabetos, ou tem apenas formação técnica, que os incapacita de compreender o significado da educação como fator de desenvolvimento humano. Então resta cada prefeito nomear pessoas de “sua confiança” e ao mesmo tempo especialistas das diversas áreas da administração pública para cuidar do funcionamento das pastas: educação, saúde, etc.

    Entretanto, a esses especialistas, apesar de homens ou mulheres nos quais os prefeitos confiam, a eles e a elas não lhes são atribuída autonomia para trabalhar de acordo com a legislação, mas com a vontade do “mandatário”, ou do “grupo”.

    No caso da educação, antes de pensarmos na qualidade dela, ou na correta e isenta distribuição dos recursos, pensa-se nos “companheiros”. O voto e o apoio do professor e de outros profissionais são disputados e se torna moeda em troca de cargos e privilégios. Infelizmente esse quadro se arrasta e, no início da segunda década do século XXI temos crianças, adolescentes e jovens que acabam chegando ao nível superior de ensino de ensino ANALFABETOS, sem nenhuma formação.   

    Esse caos é fator determinante para se desacreditar na escola, nos professores e nas autoridades em geral. Para que estudar, porque acreditar na instituição escolar, se ela não vai levar a lugar algum? Aponto isso como conseqüência de uma escola transformada em “garota de programas” de um sistema subjetivo de ensino, perpassado de interesses que não são os de formar novos cidadãos para os novos tempos.

    E quais são as causas dos desequilíbrios que assolam a realidade da educação no Brasil? Quem atua a algum tempo na área percebe que a municipalização da educação contribuiu para maior manipulação dos recursos e submissão dos professores aos ditames políticos locais.

    Diante disso, faço coro ao professor e senador Cristóvão Buarque que vem defendendo a federalização da educação básica. Hoje, como ele, eu defendo que o MEC deve ser responsável direto em todos os cantos do país pela educação de todos. O ministério da educação e sua estrutura não podem, nem devem se preocupar com a posição e opinião política do professor, nem se ele, ou ela, é filho ou parente do compadre, ou do amigo do chefe.

    O professor e a professora devem ser servidores federais, submetido apenas ao presidente ou presidenta da república, pois seu compromisso extrapola os limites dos municípios e dos estados. Os professores formam cidadãos e cidadãos não obedece a fronteiras, nem vontades, nem interesses locais, pois somos cidadãos brasileiros perante o mundo. Quando se ensina a língua portuguesa, os cálculos, a geografia, a história, a filosofia e a arte, não delimitamos espaços, portanto toda escola de educação básica deve ser FEDERAL.



    Escrito por Adelino Machado às 11h45
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    ENCONTROS NA UEG DE CAMPOS BELOS

    Na UEG de Campos Belos a poesia se encontra com o poeta e a poetiza se encontra no verso e na sala da luta da fala. É aonde Junia Garcia pesquisa o fonema e ensina a palavra desde a tenra idade do aluno, do seu aluno, que agora já é professor.

    Na UEG de Campos Belos a palavra surda e muda rompe o silêncio no gesto de Marinês Alves da Conceição, a primeira pedagoga que asculta e aprende o amor mimificado na diversidade de sua beleza e sapiência. Ali se encontra o olhar e o aprender nos dedos dela, que se encontra com a escola para transformá-la e avistar a aurora do novo, na beca, traduzida e bilíngüe.

    Na UEG de Campos Belos o quilombo se encontra com a academia e o Kalunga que vem do Vão, através de Monte Alegre e de Arraias, se encontra com o Brejão, no Brejo e no Ribeirão.

    Na UEG de Campos Belos Pedagogia se encontra com Letras na alfabetização e na encenação. Onde a professora Larissa Beltrão se encontra com seu professor e seu aluno nos corredores da poesia e no canto dos contos que a terra faz surgir, no poema de Albenir, o porta-voz do sertão.

    Na UEG de Campos Belos o padre se reencontra com o Latim, que encontra e se comunica com o Vale e o Gospel. Ele encontra e ensina outra palavra na docência crítica do conhecimento secular, profano, científico e ecumênico.

    Na UEG de Campos Belos Iremar Sebastião encontra passagem para fincar os pés, residir e resistir. Na rodoviária da vida de retirante ele retira a experiência, na convivência, para comunicar e encontrar o Inglês no Português do Nordeste Goiano que Junia “ta caçano”.

    Na UEG de Campos Belos o poeta/aluno/professor Edilson Cantuário se encontra com sua professora Vanessa Franca. E no longo caminho literário eles continuam se encontrando na encruzilhada do mestrado e do doutorado.

    Na UEG de Campos Belos a melhor idade se encontra na pedagogia da libertação, das garras da depressão. Onde dona Celina da Silva Ramos (73 anos), de Combinado – Tocantins, já aposentada, encontra a felicidade pedagógica, para viver mais. Também o professor Edivam Gramacho da Paz (50 anos) se faz presença PARCELADA, montado em seu cavalo, galopando pela estrada cavaleira da escola da fazenda em São Domingos – Goiás.



    Escrito por Adelino Machado às 17h12
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    ENCONTROS DA UEG DE CAMPOS BELOS II

    Na UEG de Campos Belos, além de encontrar com a poesia, o poeta se encontra com o magistério parcelado de Manoel Professor da Biquinha. Ao mesmo tempo e em parcelas de tempo, Juracy Jorge Cheim, de Cavalcante – Goiás se encontra com Raul Seixas, Che Guevara e Bin Laden, na revolução dos costumes e protestos contra a colonização da alma do povo da roça.

    Na UEG de Campos Belos o Tocantins se encontra com Goiás todas as noites e na lida dos dias de campo de trabalho dos tecnólogos. Então, as fronteiras se fundem num trabalho pedagógico de estados que nunca se separaram pela educação. Por aqui a tecnologia se encontra com a fazenda, mas o gado e a terra não obedecem à limitação. Não tem extrema!

    A UEG de Campos Belos se encontra no rastro dos índios Craôs e na linha cruzada “dos revoltosos”, de Luiz Carlos Prestes, de sertanejos, quilombolas, nordestinos, nativos e alguns arianos. Aqui o doutor se encontra com o filho do homem da beira do rio que nasce e se esconde à beira da serra.

    Na UEG de Campos Belos a força pedagógica e bem calculada que remanesce do celeiro didático da UNITINS transmutada para UFT, se encontra enraizada no encontro do professor com seu aluno. Vem de lá para encontrar desde o primeiro dia de aula da UEG, a 14 anos, na história das folias do Divino e na luta veemente da palavra, nas desobrigas, da bandeira, o professor Idonizeth Alves Pereira.

    A UEG de Campos Belos é ponto de encontro do Nordeste Goiano com o Sudeste do Tocantins, onde corre a miséria na folha do jornal e a prosperidade na cabeça do povo. É ponto de encontro entre a tradição e a tecnologia. É ponto de encontro entre a fé e a esperança, onde o conhecimento se senta à mesa e promove a refeição pedagógica temperada de letras, literatura e vida.



    Escrito por Adelino Machado às 17h08
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    Carta ao professor

     

    Estimado (a) colega professor (a).

    Ouviste um pássaro cantar nesta manhã? Sentiste a chuva cair lentamente neste alvorecer de primavera? Apreciaste em uma noite qualquer, a insistência da lua em clarear na claridade da cidade, comprometida com a máquina? Contemplaste a luz clarividente, no olhar incandescente da criança, em estado de profunda cognição?

    Nessa noite eu pensei, pensei, pensei e procurei respostas para estas perguntas. E não é que encontrei não somente as respostas, mas deparei-me com o personagem central dessa história de luz, de vida e de criação? Achei-te na melhor das poltronas, na primeira classe a viajar pelo tempo, reconstruindo o passado, vivificando o presente e vislumbrando o futuro. Não somente o seu futuro, mas os dias vindouros, (de ouro mesmo!) dos meninos e meninas do Brasil.

    Quero dizer-te nesta carta que a alquimia que inventou o magistério, que constrói e desconstrói a sociedade é uma exclusividade sua, aliás, nossa, porque falo aqui do alto da montanha onde ensino! Falo de uma recôndita noite bem dormida em favor da libertação, pois nossos alunos e seguidores voam muito mais alto que nós, com nossas asas postiças, arranjadas no ensejo da felicidade engendrada.

    Ao fim de minhas mal traçadas linhas, expresso meu apoio, para que você não saia daí, não deixe seu trono, nem abandone seu cajado. Diga a todos que você é tão grande quanto o maior dos sábios que conduz a esperança. Diga a todos que você é o mensageiro, por isso é mais que essencial, é único. Diga também, que sinto saudade do tempo em que você respondia minhas cartas. Inspirei-me em JN/PEP. ADELINO MACHADO

     



    Escrito por Adelino Machado às 14h26
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    Devemos mudar sempre

    Estamos vivendo um momento importante para a cidade de Campos Belos. É a oportunidade de promover sua renovação política. Como toda comunidade humana, essa cidade vive a mercê de novas ideias, novos sonhos, novos empreendimentos, emanados principalmente da juventude. Vejo, como professor que os jovens estão devendo para a sociedade, sua participação, sua contribuição para colaborar com o futuro, renovar. Em nossa cidade essa renovação deve ser apresentada em forma de propostas, para governar a cidade, mas que fujam da tradição autoritária que se coloca como proprietária da verdade e da realidade.

    A administração pública, que empreendida por meio de agentes políticos é concebida originalmente pela característica básica da alternância de poder. Quando o poder se perpetua, ou demora muito concentrado, tende a ser abusado pela ação e pela desação comodativa consciente ou induzida à serviço de outrem. Em política devemos mudar, se não quisermos sofrer as consequências da aposentadoria de políticos, que se tornam alheios aos anseios coletivos, com o tempo. Ainda bem que a democracia nos permite mudar!



    Escrito por Adelino Machado às 15h55
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    Literatura camposbelense

    Em breve Campos Belos conhecerá sua primeira obra literária do gênero ROMANCE. Trata-se do trabalho DILEMA DE UM CORAÇÃO DE MÃE de nossa autoria. Inspirado na história de minha bisavó, descrevo as dificuldades que a mulher enfrenta em favor da família numa sociedade machista, marcada pela sobreposição do interesse material em detrimento de valores sociais.

    O livro será lançado no segundo semestre de 2012.

    Contato: machado.41@hotmail.com e adelinomachado@ueg.br



    Escrito por Adelino Machado às 16h22
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    CENTRO CULTURAL DE CAMPOS BELOS

    Uma cidade que se destaca pela sua principal característica, que é a diversidade, abriga uma imensa capacidade de desenvolvimento cultural, oriunda de habitantes bem vindos de variadas partes do Brasil, especialmente do Nordeste. Aqui vamos construir o centro da nossa memória, da nossa cultura, da nossa esperança.

     



    Escrito por Adelino Machado às 11h54
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    FRASES DE MARINA COLASANTI II

     

    1. Sobre a vida íntima.

    ·       Tranquei meus diários, (...) depois tive que cortar as fitas porque nunca mais consegui abrir os cadeados.

    ·       Fui educada muito mais para a leitura do que para a família.

    ·       Casei com um homem que é uma biblioteca.

    1. Sobre a profissão.

    ·       Eu não queria ser escritora, fui trabalhar no Jornal do Brasil porque queria ser independente.

    ·       Eu entrei na literatura por caminhos sinuosos, mas encontrei prazer.

    1. Sobre a poesia.

    ·       O poeta tem menos companheiros.

    ·       O poeta se arisca muito.

    1. O que dizer da vida sem a prática da leitura.

    ·       Eu leio todos os dias, só não consigo ler a noite porque fico perturbada com o que li.

    ·       Não consigo imaginar a vida sem leitura.

    ·       Quem não lê está rasgando um bilhete premiado da loteria.



    Escrito por Adelino Machado às 09h41
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    CARTA PEDAGÓGICA

    Querida Rose!

     

    De certo tempo para cá tenho pensado bastante no destino da sociedade em que vivemos, mediante o desenvolvimento tecnológico que anda num ritmo acelerado. Talvez eu esteja tendo esse despertar a partir da relação que venho estabelecendo com as tragédias atuais, que teve seu cume no desastre de usinas nucleares ocorrido no Japão.

     

    Então fico pensando como a escola deva contribuir para esse desenvolvimento e pergunto: qual a relação da escola com essas questões? E você Rose, tem feito essa reflexão? Olha eu vejo o mundo hoje muito refletido na escola, pois nela se vive, se alimenta, se ganha a vida, se se exclui, ou ainda se “liberta”.

     

    Não sei se você percebeu que a escola tem se transformado junto com a transformação da sociedade e, sendo esta cada vez mais submetida a interesses econômicos, que geram mais lucros nas diversas atividades produtivas, a escola também é afetada de forma intensa.

     

    Ah Rose! Em se tratando desse assunto, me lembrei de uma coisa: eu que sou um pouco mais velho que você, já vi muito as pessoas irem para a escola com uma ideia fixa: aprender ler e escrever. Acho isso muito legal, porque hoje estou vendo muitas delas irem para ganhar uma bolsa. Até parece chique, não é? Pois é, mas também já ouvi minha vó e meu pai dizerem que seus pais não os mandaram estudar na cidade porque lá eles poderiam aprender “coisa que não presta”!

     

    É Rose! Será que com o passar do tempo a escola já não deveria estar bem diferente, ser vista com outros “olhos”, ter um pensamento próprio? Ou será que ela deve estar assim submetida, como se fosse uma serva, que tem a vida nas mãos de seu senhor? Pois é, já ouvi dizer que tem escola separada para quem tem mais dinheiro!

     

    Outro dia ouvi falar numa proposta diferente, numa tal Escola da Ponte. Confesso que ainda sei pouco sobre ela, mas esse pouco aguçou minha curiosidade, porque ela tem jeito de ser uma escola diferente. Ainda mais que o vocábulo “Ponte” é uma metáfora e, geralmente quando se fala em algo ou alguém que está debaixo da ponte, não nos parece coisa boa.

     

    Pelo que entendi, assim vagamente, parece que é um tipo de escola marginal que não “dá lucro” capital, portanto não deve ser bem vista pelos olhos dos capitalistas. Então Rose, escola para mim tem que produzir coisa boa! Mas não sei se essa “coisa boa” está nos porões, nos shoppings centeres, ou mesmo no fundo de nossos corações, quem sabe de baixo da ponte! Estou com esse dilema, então vou buscar aprender mais sobre esse tipo de escola escondida na Ponte.

     

    Isso é dilema que tortura professor! Mas como gosto muito de você e sei que serás uma professora como eu, quero lhe convidar para pensar uma escola com palavra própria, como eram os homens de antigamente.

     

    Um grande abraço! Desejo-lhe sorte nestes dias de “provas”, de temidas provas! De final de bimestre. Será que você vai aprender mais com essas “provas”?

     

    Rose Cléia é uma aluna do terceiro ano do curso de Pedagogia da UEG de Campos Belos – Goiás. Nesta aula (dia 27/04/2011) cada pessoa presente, escreveu uma carta sobre as transformações atuais da escola pública direcionada a um colega da sala. Todas as cartas serão publicadas.



    Escrito por Adelino Machado às 09h37
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    ANJO RODRIGUES GALVÃO (1956-2011)

    Natural de Itumbiara-GO.  Filho do Senhor Francisco Rodrigues Galvão e da Senhora Maria Aparecida Priscinotte. Chegou a Campos Belos em 01 de março de 1970. Jogou futebol no AI e no Mixto Futebol Clube. Casou-se com a Professora Primária Maria Dalci Silva Rodrigues e juntos tiveram Fernando Alano Silva Galvão.

     

    “Sexta feira da paixão no alto do morro da cruz de Campos Belos, o sol não mais ressurgirá como antes, pois um dos maiores entusiastas desse ato de fé já não mais estará entre nós.”

     

    Símbolo de honestidade, coerência, ética na política e fé.


    Os sinos da Matriz ressoaram enlutados na manhã do dia 19 de fevereiro de 2011, simbolizando a saudade antecipada do jovem esportista, seguidor inconfundível de D Alano, líder dos nossos corpos e de nossas almas. Como o incansável D. Alano, Anjo cresceu em fé, esperança e devoção. Sua caminhada nos trilhos da fé católica o tornou porto seguro espiritual de nossa gente, depositário do dom da palavra humana e divina – um semeador do reino radicado na terra arenosa de Campos Belos.

                    Um dos fundadores do grupo JASS (Juventude Atuante Sempre Servindo), Anjo liderou uma revolução que reinventou a juventude no caminho do serviço pastoral/comunitário. Com o Pe. José Moreira da Silva, hoje D. Moreira, restabeleceram o vigor das pastorais, do ECC – Encontro de Casais com Cristo e de tantos outros movimentos pela vida, promovido pela Igreja Católica.

                    O engraxate, depois mecânico Anjo se tornou vice prefeito presente e atuante da cidade do seu coração em 1993. Foram quatro anos de persistência e luta ao lado do seu companheiro de chapa Fernando Julio Terra. Em 1996, Anjo foi eleito prefeito e imprimiu em sua administração seus sonhos de justiça, honestidade e ética. Foi o prefeito da educação, pois, deu prioridade, descentralidade e autonomia a essa área. Ele tinha como preocupação o ser humano. Chegou a atrasar o seu próprio salário em favor dos demais servidores municipais.

                    O prefeito Anjo se considerava um servidor da prefeitura, pois, chegava mais cedo e saia mais tarde para dar exemplo aos demais. Foi coerente e nunca trocou de partido político em sua trajetória, ainda que recebesse pressões internas e externas para aderir à outra agremiação.     

                    Anjo realizou uma transição de governo jamais vista. Ao final do seu mandato, abriu as portas da prefeitura para o seu sucessor, proporcionando aos secretários da posterior administração estagiar e se informarem do andamento das políticas publicas municipais, fato inédito.

                    O prefeito Anjo colocou o ser humano o centro de sua administração. Na área da saúde recebeu o titulo de “prefeito amigo da criança” e trabalhou incansavelmente para construir a rede de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos com um altíssimo investimento em usina apropriada para essa finalidade.

                    Doou o terreno, participou tijolo a tijolo e registrou em fita VHS, a construção do prédio da UEG, Unidade Universitária de Campos Belos. Após a conclusão da obra, sem nenhuma solenidade, pessoal e humildemente entregou as chaves ao professor Rosolindo Neto, então Subsecretário Regional de Ensino e atual diretor da Unidade.

                    Certo dia, Anjo disse que “queria asfaltar toda a cidade, mas, se preocupava com a impermeabilidade do solo”. Fato que tomou força após uma chuva intensa que alagou parcialmente o centro comercial urbano, beirando uma tragédia. As obras do prefeito Anjo Rodrigues Galvão estão enraizadas na educação, na saúde, na cultura e na restauração cristã e cidadã do ser humano camposbelense.

    Homenagem e pesares dos Professores Adelino Machado e Idonizeth Alves Pereira.

     

    Campos Belos – Goiás, 20 de fevereiro de 2011.

    Disponível em: www.adelino.santos.zip.net



    Escrito por Adelino Machado às 14h42
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                       Jornal dos  Machados.

    Campos Belos - GO.

                                                                 

                                                                           Ano III - VI Edição – 2011.

     

    Time dos Machados goleia equipe tradicional da cidade e se torna I campeão da taça “Helder Negromonte Falcão”.

            

             O antigo “Machado Esporte Clube” que passou a se chamar CLUBE ATLÉTICO CAMPOSBELENSE, aplicou uma goleada histórica no Juventude Esporte Clube, um dos times mais tradicionais da cidade, justo no dia de seu aniversário. Já no primeiro tempo o placar foi de 4 X 0 para o Atlético. A partida terminou com a vitória acachapante de 6 x 3 para o mais novo time da liga esportiva de Campos Belos. Os gols foram marcados por Negão (1); Réla (2); Piriquito (1); Naldo (1) e Demizim (1).

     

    ¨          Ficha técnica da partida:

     

    Clube Atlético Camposbelense: 1-Júlio; 2-Tico; 6-Delfonso (Demizim); 4-Iego; 3-Ronivon; 5-Douglas; 8-Negão (Broquinha I); 10-Naldo; 7-Dudu; 9-Piriquito; 11-Réla (Junior). Técnico: Felipe Machado. Árbitro: Reginaldo Buzina.

     

    ¨          Campanha do Atlético no campeonato

     

    W      Atlético 1 x 1 Juventude; Atlético 2 x 2 Nacional; Atlético 1 x 0 Crisa; Atlético 4 x 5 Vila Baiana; Atlético 7 x 6 Vila Baiana, nos pênaltis – (tempo normal 1 x 1); Atlético 6 x 3 juventude.

     

    Artilheiro do time no campeonato:   

                 

    ¨          Emoção da entrega do troféu!

        

                O senhor Edilberto Falcão, juntamente com o prefeito Neudivaldo Xavier de Oliveira Sardinha, o médico da casa de saúde Dr. Paulo Félice, o secretário de esporte local senhor Antonio Carlos de Bidó e demais autoridades se fizeram presente e realizaram a entrega do troféu ao capitão do time Tico. Falcão se emocionou com a homenagem organizada ao seu filho Hélder – falecido em acidente automobilístico ano passado.

     

    ¨           Atlético conquista mais que o título!

     

                A conquista do campeonato Hélder Negromonte Falcão para o time do Atlético é inédita e significou muito mais! Na cerimônia de entrega do troféu o empresário Wesley da Tenda Vip, que é irmão do jogador Periquito, doou um jogo de camisas para o time. Já o prefeito da cidade fez muitos elogios, se colocou à disposição da equipe, autorizou seu diretor de esportes a providenciar mais um jogo de camisas e de lambuja doou R$ 50,00 para completar a cerveja da comemoração.  

     

               

    *   Textos: Adelino Machado (machado.41@hotmail.com); (adelinosoares.42@gmail.com).

    *                           Patrocínio: Bar do Edson

     

    Campos Belos - GO, 03 de fevereiro de 2011.



    Escrito por Adelino Machado às 23h27
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