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    BLOG DO ADELINO MACHADO DE CAMPOS BELOS


    FRASES DE MARINA COLASANTI II

     

    1. Sobre a vida íntima.

    ·       Tranquei meus diários, (...) depois tive que cortar as fitas porque nunca mais consegui abrir os cadeados.

    ·       Fui educada muito mais para a leitura do que para a família.

    ·       Casei com um homem que é uma biblioteca.

    1. Sobre a profissão.

    ·       Eu não queria ser escritora, fui trabalhar no Jornal do Brasil porque queria ser independente.

    ·       Eu entrei na literatura por caminhos sinuosos, mas encontrei prazer.

    1. Sobre a poesia.

    ·       O poeta tem menos companheiros.

    ·       O poeta se arisca muito.

    1. O que dizer da vida sem a prática da leitura.

    ·       Eu leio todos os dias, só não consigo ler a noite porque fico perturbada com o que li.

    ·       Não consigo imaginar a vida sem leitura.

    ·       Quem não lê está rasgando um bilhete premiado da loteria.



    Escrito por Adelino Machado às 09h41
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    FRASES DE MARINA COLASANTI

     

     

    A UEG de Campos Belos engravidou e deu a luz no dia 19 de outubro de 2011 em plena primavera. A luz é a força da palavra no poema e na prosa pela vida que se faz por meio da literatura. Mariana Colasanti pousou aqui em uma nave literária embeiçada no curso de letras da Unidade Universitária de Campos Belos.

    Então vamos deliciar da beleza que estampou nas palavras de Marina:

    ·       A vida é algo muito estranho. Nunca pensei que houvesse alguém que não lê.

    ·       A leitura é um prazer que deve ser compartilhado.

    ·       Não sou invejosa, mas a biblioteca do meu avô, eu invejei.

    ·       Cereja quando está madura a gente lava, coloca num prato, coloca na boca e não mastiga porque quer ficar com o gosto dela para não terminar a leitura.

    ·       A gente vê a beleza do livro.

    ·       Sempre tive uma luz bem amarelada.

    ·        [na escrita] está a vida, a necessidade, os segredos do escritor.

    ·       Os professores tem medo de poesia.

    Assim Marina Colasanti voa novamente e deixa outra UEG para trás. Deixa poetas, professores e escritores abastecidos pela esperança de encontrar refúgio de vida nas palavras, nos livros, nas bibliotecas. As palavras de Colasanti permanecem e seus livros terão lugar muito mais privilegiado numa sociedade que carece do exercício da leitura para se desenvolver, cultura e espiritualmente.



    Escrito por Adelino Machado às 09h39
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    CARTA PEDAGÓGICA

    Querida Rose!

     

    De certo tempo para cá tenho pensado bastante no destino da sociedade em que vivemos, mediante o desenvolvimento tecnológico que anda num ritmo acelerado. Talvez eu esteja tendo esse despertar a partir da relação que venho estabelecendo com as tragédias atuais, que teve seu cume no desastre de usinas nucleares ocorrido no Japão.

     

    Então fico pensando como a escola deva contribuir para esse desenvolvimento e pergunto: qual a relação da escola com essas questões? E você Rose, tem feito essa reflexão? Olha eu vejo o mundo hoje muito refletido na escola, pois nela se vive, se alimenta, se ganha a vida, se se exclui, ou ainda se “liberta”.

     

    Não sei se você percebeu que a escola tem se transformado junto com a transformação da sociedade e, sendo esta cada vez mais submetida a interesses econômicos, que geram mais lucros nas diversas atividades produtivas, a escola também é afetada de forma intensa.

     

    Ah Rose! Em se tratando desse assunto, me lembrei de uma coisa: eu que sou um pouco mais velho que você, já vi muito as pessoas irem para a escola com uma ideia fixa: aprender ler e escrever. Acho isso muito legal, porque hoje estou vendo muitas delas irem para ganhar uma bolsa. Até parece chique, não é? Pois é, mas também já ouvi minha vó e meu pai dizerem que seus pais não os mandaram estudar na cidade porque lá eles poderiam aprender “coisa que não presta”!

     

    É Rose! Será que com o passar do tempo a escola já não deveria estar bem diferente, ser vista com outros “olhos”, ter um pensamento próprio? Ou será que ela deve estar assim submetida, como se fosse uma serva, que tem a vida nas mãos de seu senhor? Pois é, já ouvi dizer que tem escola separada para quem tem mais dinheiro!

     

    Outro dia ouvi falar numa proposta diferente, numa tal Escola da Ponte. Confesso que ainda sei pouco sobre ela, mas esse pouco aguçou minha curiosidade, porque ela tem jeito de ser uma escola diferente. Ainda mais que o vocábulo “Ponte” é uma metáfora e, geralmente quando se fala em algo ou alguém que está debaixo da ponte, não nos parece coisa boa.

     

    Pelo que entendi, assim vagamente, parece que é um tipo de escola marginal que não “dá lucro” capital, portanto não deve ser bem vista pelos olhos dos capitalistas. Então Rose, escola para mim tem que produzir coisa boa! Mas não sei se essa “coisa boa” está nos porões, nos shoppings centeres, ou mesmo no fundo de nossos corações, quem sabe de baixo da ponte! Estou com esse dilema, então vou buscar aprender mais sobre esse tipo de escola escondida na Ponte.

     

    Isso é dilema que tortura professor! Mas como gosto muito de você e sei que serás uma professora como eu, quero lhe convidar para pensar uma escola com palavra própria, como eram os homens de antigamente.

     

    Um grande abraço! Desejo-lhe sorte nestes dias de “provas”, de temidas provas! De final de bimestre. Será que você vai aprender mais com essas “provas”?

     

    Rose Cléia é uma aluna do terceiro ano do curso de Pedagogia da UEG de Campos Belos – Goiás. Nesta aula (dia 27/04/2011) cada pessoa presente, escreveu uma carta sobre as transformações atuais da escola pública direcionada a um colega da sala. Todas as cartas serão publicadas.



    Escrito por Adelino Machado às 09h37
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    ANJO RODRIGUES GALVÃO (1956-2011)

    Natural de Itumbiara-GO.  Filho do Senhor Francisco Rodrigues Galvão e da Senhora Maria Aparecida Priscinotte. Chegou a Campos Belos em 01 de março de 1970. Jogou futebol no AI e no Mixto Futebol Clube. Casou-se com a Professora Primária Maria Dalci Silva Rodrigues e juntos tiveram Fernando Alano Silva Galvão.

     

    “Sexta feira da paixão no alto do morro da cruz de Campos Belos, o sol não mais ressurgirá como antes, pois um dos maiores entusiastas desse ato de fé já não mais estará entre nós.”

     

    Símbolo de honestidade, coerência, ética na política e fé.


    Os sinos da Matriz ressoaram enlutados na manhã do dia 19 de fevereiro de 2011, simbolizando a saudade antecipada do jovem esportista, seguidor inconfundível de D Alano, líder dos nossos corpos e de nossas almas. Como o incansável D. Alano, Anjo cresceu em fé, esperança e devoção. Sua caminhada nos trilhos da fé católica o tornou porto seguro espiritual de nossa gente, depositário do dom da palavra humana e divina – um semeador do reino radicado na terra arenosa de Campos Belos.

                    Um dos fundadores do grupo JASS (Juventude Atuante Sempre Servindo), Anjo liderou uma revolução que reinventou a juventude no caminho do serviço pastoral/comunitário. Com o Pe. José Moreira da Silva, hoje D. Moreira, restabeleceram o vigor das pastorais, do ECC – Encontro de Casais com Cristo e de tantos outros movimentos pela vida, promovido pela Igreja Católica.

                    O engraxate, depois mecânico Anjo se tornou vice prefeito presente e atuante da cidade do seu coração em 1993. Foram quatro anos de persistência e luta ao lado do seu companheiro de chapa Fernando Julio Terra. Em 1996, Anjo foi eleito prefeito e imprimiu em sua administração seus sonhos de justiça, honestidade e ética. Foi o prefeito da educação, pois, deu prioridade, descentralidade e autonomia a essa área. Ele tinha como preocupação o ser humano. Chegou a atrasar o seu próprio salário em favor dos demais servidores municipais.

                    O prefeito Anjo se considerava um servidor da prefeitura, pois, chegava mais cedo e saia mais tarde para dar exemplo aos demais. Foi coerente e nunca trocou de partido político em sua trajetória, ainda que recebesse pressões internas e externas para aderir à outra agremiação.     

                    Anjo realizou uma transição de governo jamais vista. Ao final do seu mandato, abriu as portas da prefeitura para o seu sucessor, proporcionando aos secretários da posterior administração estagiar e se informarem do andamento das políticas publicas municipais, fato inédito.

                    O prefeito Anjo colocou o ser humano o centro de sua administração. Na área da saúde recebeu o titulo de “prefeito amigo da criança” e trabalhou incansavelmente para construir a rede de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos com um altíssimo investimento em usina apropriada para essa finalidade.

                    Doou o terreno, participou tijolo a tijolo e registrou em fita VHS, a construção do prédio da UEG, Unidade Universitária de Campos Belos. Após a conclusão da obra, sem nenhuma solenidade, pessoal e humildemente entregou as chaves ao professor Rosolindo Neto, então Subsecretário Regional de Ensino e atual diretor da Unidade.

                    Certo dia, Anjo disse que “queria asfaltar toda a cidade, mas, se preocupava com a impermeabilidade do solo”. Fato que tomou força após uma chuva intensa que alagou parcialmente o centro comercial urbano, beirando uma tragédia. As obras do prefeito Anjo Rodrigues Galvão estão enraizadas na educação, na saúde, na cultura e na restauração cristã e cidadã do ser humano camposbelense.

    Homenagem e pesares dos Professores Adelino Machado e Idonizeth Alves Pereira.

     

    Campos Belos – Goiás, 20 de fevereiro de 2011.

    Disponível em: www.adelino.santos.zip.net



    Escrito por Adelino Machado às 14h42
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                       Jornal dos  Machados.

    Campos Belos - GO.

                                                                 

                                                                           Ano III - VI Edição – 2011.

     

    Time dos Machados goleia equipe tradicional da cidade e se torna I campeão da taça “Helder Negromonte Falcão”.

            

             O antigo “Machado Esporte Clube” que passou a se chamar CLUBE ATLÉTICO CAMPOSBELENSE, aplicou uma goleada histórica no Juventude Esporte Clube, um dos times mais tradicionais da cidade, justo no dia de seu aniversário. Já no primeiro tempo o placar foi de 4 X 0 para o Atlético. A partida terminou com a vitória acachapante de 6 x 3 para o mais novo time da liga esportiva de Campos Belos. Os gols foram marcados por Negão (1); Réla (2); Piriquito (1); Naldo (1) e Demizim (1).

     

    ¨          Ficha técnica da partida:

     

    Clube Atlético Camposbelense: 1-Júlio; 2-Tico; 6-Delfonso (Demizim); 4-Iego; 3-Ronivon; 5-Douglas; 8-Negão (Broquinha I); 10-Naldo; 7-Dudu; 9-Piriquito; 11-Réla (Junior). Técnico: Felipe Machado. Árbitro: Reginaldo Buzina.

     

    ¨          Campanha do Atlético no campeonato

     

    W      Atlético 1 x 1 Juventude; Atlético 2 x 2 Nacional; Atlético 1 x 0 Crisa; Atlético 4 x 5 Vila Baiana; Atlético 7 x 6 Vila Baiana, nos pênaltis – (tempo normal 1 x 1); Atlético 6 x 3 juventude.

     

    Artilheiro do time no campeonato:   

                 

    ¨          Emoção da entrega do troféu!

        

                O senhor Edilberto Falcão, juntamente com o prefeito Neudivaldo Xavier de Oliveira Sardinha, o médico da casa de saúde Dr. Paulo Félice, o secretário de esporte local senhor Antonio Carlos de Bidó e demais autoridades se fizeram presente e realizaram a entrega do troféu ao capitão do time Tico. Falcão se emocionou com a homenagem organizada ao seu filho Hélder – falecido em acidente automobilístico ano passado.

     

    ¨           Atlético conquista mais que o título!

     

                A conquista do campeonato Hélder Negromonte Falcão para o time do Atlético é inédita e significou muito mais! Na cerimônia de entrega do troféu o empresário Wesley da Tenda Vip, que é irmão do jogador Periquito, doou um jogo de camisas para o time. Já o prefeito da cidade fez muitos elogios, se colocou à disposição da equipe, autorizou seu diretor de esportes a providenciar mais um jogo de camisas e de lambuja doou R$ 50,00 para completar a cerveja da comemoração.  

     

               

    *   Textos: Adelino Machado (machado.41@hotmail.com); (adelinosoares.42@gmail.com).

    *                           Patrocínio: Bar do Edson

     

    Campos Belos - GO, 03 de fevereiro de 2011.



    Escrito por Adelino Machado às 23h27
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    Inscrição da lápide da professora Joanna de Oliveira Miranda, pioneira educadora de Campos Belos – Goiás, reproduzido na forma original:

     

    “AQUI JAZEM OS RESTOS MORTAES DE

    D. JOANNA DE OLIVEIRA MIRANDA

    CASADA AOS 31 DE AGOSTO DE 1897

    COM O TENENTE CORONEL JOSÉ LICÍNIO DE MIRANDA

    E

    Fallecida a 29 de setembro de 1917

    Aos 34 annos de idade

    Saudades de seu esposo e filhos”.

     

    Cabe às autoridades municipais uma tarefa de preservar tão importante acervo histórico: o cemitério. Em se tratando do túmulo onde estão depositados os vestígios da professora Joanna de Oliveira Miranda, se torna um pedido especial.

     

    professor Adelino Machado.

     



    Escrito por Adelino Machado às 23h24
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    VEM AÍ DOCE CORAÇÃO DE MÃE...

    Meu primeiro romance é a história de uma mulher que tem seu coração dilacerado no tempo e constrói uma grande família em torno de si. 



    Escrito por Adelino Machado às 11h00
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    Feliz Natal Cristão!

                Jesus de Nazaré foi escolhido para ser o pedagogo dessa história. Então o fizeram Cristo e o levaram do oriente para o ocidente onde consolidou sua escola de vida e libertação. Nesta escola a educação é como o milagre da esperança de transformação que sentimos no NATAL. Um povo educado nesta concepção se torna independente, livre e consciente.

                O nazareno exibe suas aulas à beira da praia e sob o sol dos montes da palestina de onde sopram os ventos da “vida em abundancia”. Ele ensina às margens do lago de Genezaré e molha os pés com o orvalho das colinas até alcançar as águas do rio Jordão. De lá ainda lamenta pelos milhões que passam fome ou sobrevivem do lixo produzido pela superprodução do sistema capitalista.

                A docência cristã contemporânea depara com a complexidade dos conteúdos resumidos na seguinte ementa: tragédias ambientais; correria para a incerteza; fragilidade humana perante a máquina; silêncio na injustiça; destruição de valores morais. Qual a estratégia para o desenvolvimento das atividades? Em tempo de natal ou não podemos responder que é o perdão!

                Então o perdão recomendado pelo mestre Jesus de Nazaré é a aula magna da vida.

     

    Feliz natal cristão!

    Adelino Machado.



    Escrito por Adelino Machado às 22h54
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    Vencendo barreiras...

    A história recente do nosso país está possibilitando aos poucos, a superação de preconceitos. Isso ficou claro durante a eleição presidencial. Por mais que aqueles que sempre se beneficiaram da banalização da política para continuar no poder, quisessem, a maioria da população votou de acordo com suas convicções. Neste sentido a vitória de Dilma, uma mulher que enfrentou todo tipo de calúnia na campanha, é a vitória da superação, da democracia e da diversidade. A dez anos nós brasileiros, principalmente os nascidos em regiões abandonadas e de famílias pobres, jamais pensou que podia alguma coisa. Entretanto, após Lula, Obama e agora Dilma, podemos dizer que também podemos. Esse avanço significa que nosso país está vencendo barreiras importantes na direção de uma nação que se diz justa, mas que seus filhos morrem de fome. Infelizmente neste país, os "amigos" dos pobres negam a escola para manter a ignorância, negam a saúde para matar os mais fracos e negam a segurança para manter a violência e punir com ferro a pobreza. Mas estamos começando, com certeza avançaremos mais. 



    Escrito por Adelino Machado às 13h41
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    PATRIOTISMO A BRASILEIRA

    As nações mundiais se constituíram e se identificam historicamente por meio de seus símbolos. E quanto mais essas nações são fortes e consolidadas, mas mantém vivos o respeito e a admiração simbólica. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, as pessoas costumam exibir a bandeira de seu país na porta de suas residências, ou hasteá-la no topo dos prédios e torres, e por onde passam a deixam cravada como marca da presença “americana”. Grupos extremistas escolhem queimar esse símbolo, por saber ser a maior ofensa provocada ao país.

    Entre os símbolos nacionais de um povo sua bandeira representa suas conquistas, seus heróis, suas descobertas e celebra sua potencialidade e vitalidade. Assim se construíram grandes impérios, que se expandiram e avançaram em intermináveis batalhas levando à frente sua bandeira no peitoral de um cavalo. O sentimento generalizado de um povo, os motivos que os levam a morrer pela liberdade idealizada nas belezas naturais e na valentia popular, o espírito de luta e defesa dos costumes chama-se PATRIOTISMO.

    Minha reflexão neste texto de opinião considera o patriotismo que revela sentido nacional, ao imaginar um povo-nação conhecido mundialmente como “povo brasileiro”. Nosso patriotismo chega a ser um patriotismo que carrega sentimentos nacionais coletivos, ou ainda somos uma nação-criança que banaliza sua própria identidade imprimindo nela apenas a dimensão individual?

    Observo que quando se aproxima a copa do mundo, ou as olimpíadas, as ruas se enchem de bandeiras e os carros desfilam coloridos exibindo a bandeira nacional e carregando mensagens “patrióticas” do tipo “amo o Brasil”, “Brasil rumo ao ...”, “Brasil pátria minha”. Assim que terminam esses períodos, as bandeiras desaparecem ficando restrita aos órgãos públicos (nem todos, pois a maioria das escolas não a hasteia, exceto durante a famigerada “semana da pátria”).

    No que diz respeito ao “patriotismo” à maneira brasileira reflito ainda sobre o seguinte: a partir do dia 22 de setembro de 2009, se tornou obrigatório cantar o Hino Nacional nas escolas como fator pedagógico de incentivo ao patriotismo. Será que essa lei está sendo cumprida? Em minha opinião os sistemas escolares são os principais atores da formação de um povo, patriota ou não, e cantar o hino já é uma obrigação. Pena que isso só se realizou durante a ditadura militar, como se depois que nos tornamos democracia não mais teríamos de cumprir certas obrigações.

    Vejo então a necessidade do redescobrimento de uma nação que se respeite inicialmente por meio de seus símbolos, depois por intermédio de leis que protejam os mais fracos dos devaneios dos mais fortes. A partir disso não precisaríamos de um grande evento esportivo para exibir a bandeira de nosso país e cantarmos com orgulho nosso Hino Nacional, sem precisar de lei que obrigue a realização de tal gesto tão patriótico e pedagógico.

    Após o redescobrimento quem sabe o país pode ser construído com menos violência, pois, exibimos uma faixa e levantamos nossa bandeira de quatro em quatro anos, ou então a hasteamos numa “semana” programada para vender um espírito patriótico determinado por uma onda de consumo. E o consumo, ainda em minha opinião, tem provocado a violência, pois nem todos têm acesso a ele como é incentivado pelos produtores.

    Fazemos fila para comprar produtos (camisetas, bonés, bandeiras, etc.) do Brasil nação/país, ou de uma seleção de atletas milionários preocupados com os holofotes do mercado mundial, no qual faturam grandes empresas patrocinadoras como Coca-Cola, Itaú, Ambev, Olympikus, Oi, Fiat, etc.? Não seria um patriotismo ingênuo ou interessado? Pensemos!



    Escrito por Adelino Machado às 12h22
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    GERCINO MACHADO BARBOSA: UM EXEMPLO DE HOMEM

     


     Gercino Machado ou simplesmente “Seu Nem” nasceu no dia 15 de maio de 1928 e casou-se no ano 1959 com a bela Maria Francisca do Prado Barbosa. Formaram um casal exemplar e tiveram 11 filhos, 23 netos e 5 bisnetos.

     

    Gercino Machado é filho de Felipe Machado Barbosa e Josefa Xavier do Bomfim; neto de Manoel Evangelista Barbosa e Francisca da Silva Oliveira.

     

    Seu Nem” foi um homem de muitos e valiosos amigos. Foi amigo inseparável de Bertoldo, do qual guardou muitas lembranças e muitos causos. Dessas lembranças uma camisa branca foi carinhosamente cuidada para seu sepultamento. Bertoldo era um mascate de destaque pela sua honestidade e simpatia. Outro amigo que perpetua no arquivo das amizades é Osmindo Vila Real, um jovem do qual nunca esquecia e esteve sempre na lista de suas visitas.

     

    Além de grandes amigos “Seu Nem” foi um homem de grandes lavouras e muita fartura. Criou todos os filhos com espírito de certeza, honestidade e sabedoria. Sua família é um exemplo de união, formada por homens e mulheres que por onde passam deixam rastros de simpatia e amabilidade.

     

    Gercino Machado foi obcecado pelas lembranças: um eterno colecionador de moedas antigas e músicas raízes de um tempo que ele nunca esqueceu e não abriu mão de trazer como exemplo para as novas gerações. Suas relíquias lembram suas viagens seus amigos, mas principalmente seus pais. “Seu Nem” guardou o último machado usado por seu pai. Também guardou com orgulho um chocalho entregue pelo gigante Felipe Machado, por quem “Seu Nem” era apaixonado.

     

    Meu tio “Seu Nem”, como nós, uma geração de sobrinhos aprendemos a admirar, foi um exímio contador de histórias: Histórias de suas amizades, de seus parentes. Tinha um carinho especial para contar causos de Tia Maricota e de tantos outros parentes.

     

    Gercino Machado faleceu no dia 06 de junho de 2010. Ele deixa muita saudade e toda uma geração marcada pela austeridade, pela honestidade, pelo carinho e o imenso desejo de paz e união. “Seu Nem” viveu intensamente todos os momentos da vida: de criança travessa, de adolescente obediente aos pais, de um homem trabalhador, de um pai de família exemplar e de um velho divertido que voltava e ser criança.  

     

    Temos a comemorar um majestoso homem que merece nosso respeito eterno e a obrigação de seguirmos seu exemplo. Nesta sua despedida precisamos saudá-lo com uma calorosa salva de palmas, deste apaixonado por Campos Belos.

     

    *   Texto: Adelino Machado, e-mail:  machado.41@hotmail.com; adelinomachado@ueg.br  www.adelino.santos.zip.net Campos Belos, 07 de junho de 2010.

     



    Escrito por Adelino Machado às 19h17
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    A FACE MAIS PERVERSA DA CORRUPÇÃO

     

                 A sociedade dita moderna concebe a corrupção como uma distorção da personalidade que se utiliza da deformidade moral e espiritual para a apropriação material indevida. Isso se esconde em artifícios mídicos e personalizados que forjam falsa moralidade do indivíduo. Uma vez corrompido o sujeito acusa os demais de materialista, comunista e traidor do sistema implantado. Ele procura conservar privilégios aproveitando-se da população acomodada que aceita a submissão em troca de benefícios, portanto também corrompida.

                Bens imateriais como os resultados do desenvolvimento cultural e educacional se pautam nos discursos de agentes corruptos, mas não fazem parte de seus interesses primordiais. Esses bens, depois de apropriados pelos seus destinatários não são positivamente manipuláveis em sua totalidade. Disso resulta uma inefetiva preferência pelo fortalecimento e acessibilidade cultural, bem como maior disseminação da educação.

                Do outro lado, os bens materiais são retoricamente rechaçados, enquanto sua apropriação é o foco, pois eles produzem riquezas que alimentam gerações e gerações ilicitamente. Vejamos a corrupção do governo do Distrito Federal em que uma senhora “educadora” e religiosa, com trânsito nos corredores da academia, portanto proprietária de um discurso imaterial, voltado para um suposto bem comum e uma “salvação” aos “menores do reino de Deus”, se confirma no contrário: na usurpação dos bens materiais de seus “protegidos”.

                 Essa face da corrupção é escamoteada e a maioria da população, aquela a quem lhe é negado o acesso aos bens culturais e educacionais, se torna instrumento dessa negação. Mas como ocorre o processo de negação da entrega ou devolução desses bens? Através da afirmação e do comprometimento máximo com sua distribuição. Ainda no Distrito Federal, o coração de um país adoecido pela corrupção: o panetone – diminutivo de pão – é uma clara afirmação para com os miseráveis, necessitados da multiplicação dos pães que matam a fome. Neste ponto de total afirmação está o negligenciamento da saúde pública, da educação e da cultura.

                Outra face perversa da corrupção é sua encarnação nas instituições, quando as pessoas com personalidades distorcidas contaminam-nas. Neste caso os hospitais ficam doentes, as escolas se tornam lugar de desensino e os atores culturais se transformam em iscas que enganam “peixes pequenos”, fazendo-os cair na rede dos “peixes grandes”. Então a sociedade necessita de internação em Unidade de Terapia Intensiva para se curar. Mas aonde ela vai se internar? Nas unidades de saúde hospitalizadas? Ou tem de morrer à míngua por inanição moral?

                 A corrupção também está diretamente ligada ao consumismo que sustenta os capitalistas entorpecidos pelo lucro infinito. Esse comportamento funciona como gerador de lixo que contamina as águas, que polui a vida, portanto reproduz a dengue, a leptospirose, as viroses, as hepatites de A a Z, etc, etc. povos mais civilizados estão livres de doenças como dengue, porque são vacinadas cultural e educacionalmente, com oportunidades que geram consciência de cidadania e de ética. 

                 Então um povo destituído de seus bens culturais e educacionais é um povo guiado pelos bens materiais dos que roubam esses bens e acusam outros, acusando-os de materialistas. E os olhos vendados da justiça não conseguem enxergar o câncer que destrói o homem hodierno. Com isso vamos tentando sobreviver num oceano socialmente apodrecido por interesses individuais de materialistas bonzinhos que distribuem migalhas de pão para se apropriar de milhões indevidamente.

                Mas a face mais perversa e triste da corrupção é sua existência centralizada no ser humano capaz de refletir e reconsiderar. Ela é uma doença que não mata o próprio paciente, mas os que estão à sua volta e, além disso, infecta o meio ambiente determinando a manutenção de uma sociedade hipertrofiada e carente.      

     



    Escrito por Adelino Machado às 22h29
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    CAMPOS BELOS PAGA O PREÇO DE UMA CIDADE "COSMOPOLITA"

     

    O termo cosmopolita formado pelos radicais “cosmo” e “polita” significam “polis” gigante, ou polis que recebe cidadãos do cosmo, ou de muitas partes da terra. Cidades cosmopolitas são megacidades que floresceram em muitas partes do planeta, e que ficaram e são famosas por suas características altamente diversificadas.

    São exemplos de cidades com essas dimensões Atenas, Roma, Babel, Alexandria, entre outras, no passado e Tóquio, Nova Yorque, Londres, Paris no presente. Essas grandes metrópoles têm em comum o acúmulo de grandes catástrofes sociais causados pelo imenso contingente populacional que habita suas zonas urbanas.

    Os perímetros urbanos de cidades que recebem pessoas de muitas partes são atingidos por “males” de ordem econômica, étnica, conflitos religiosos, culturais e sociais. E dentre os problemas sociais destacam-se a proliferação de doenças que atingem proporções gigantescas em curto espaço de tempo – as epidemias.

    Em cada região do planeta se destacam localidades que assumem dimensões e características de “liderança” em vários aspectos, ao mesmo tempo em que são afetadas por problemas também variados. É o caso da cidade de Campos Belos, pequeno município da região nordeste de Goiás – Brasil. constata-se a existência de uma pequena urbe com característica metropolitana. Campos Belos tem “liderado” casos de AIDS, dengue, tráfico de drogas, etc.

    Outro dado que essa cidade tem se mostrado bastante crescida é a incidência de certa “vocação” para a prostituição, onde se contam muitas lendas e casos verídicos de zonas e meretrizes destacadas. São muito conhecidos e comentados por aqui: o Bar da Sucupira, o Bar o Zé Preto, a casa da Maria do Cascavel, entre outros.

    Mas Campos Belos tem sido também palco de crimes “bárbaros” e chocantes, somente verificados em grandes concentrações populacionais, como o caso de um marido que mata a companheira, seu suposto amante e a si próprio, a facadas como se sacrificam animais. Recentemente a cidade sofre a terrível experiência de ver assassinado seu sacerdote católico, que ainda se encontrava na fase mais tenra da vida clerical e do serviço paroquial.

    Esse crime deixou a cidade em estado de depressão, pela sua ampla divulgação, desde o site da Rede Globo, até a Rádio do Vaticano em Roma. O episódio “feriu profundamente a igreja, por sido violado o valor da vida” lamentou Dom José Moreira da Silva, bispo de Januária Minas Gerais, durante sermão na missa de “corpo presente” na Igreja Matriz local. Dom Moreira conhece bem a cidade, pois foi pároco por 12 anos por aqui.

    Alguns aspectos respondem por características tão distintas dessa pequena cidade: tem uma população grandemente diversificada – nordestinos nortistas e sulistas de mais de uma dezena de Estados do Brasil. E como em grandes centros urbanos, a população do município se concentra quase 90% (noventa por cento) na zona urbana. Localiza-se num entroncamento de rodovias com saída para Brasília - DF, Palmas - TO, Luiz Eduardo Magalhães - BA, e outra dezena de pequenas localidades a circunvizinha.

    Tais dados afamam negativamente a cidade. Entretanto pouco é considerado o fator positivo do aspecto acolhedor que identifica os moradores e da atração exercida pela geografia de Campos Belos. As pessoas que aqui chegam não são perguntadas a que vieram e nem o que pretendem fazer no local. É o caso do jovem assassino do outro jovem – Padre Rubens Gonçalves - que trouxe consigo a obstinação de cuidar da alma de tantos membros e não membros dessa juventude contemporânea confusa.  

     

     



    Escrito por assmachado às 21h45
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    UM DIA DE LEITURA EM CAMPOS BELOS...

     

    Um dia não pode ter fim, quando se caminha no tempo da palavra falada, registrada, poderosa, libertadora do povo. Então o sonho se levanta no dia 16 de abril, para fazer de Campos Belos uma cidade da leitura, para ser lida e líder: vanguarda cultural...

    Baixou na cidade o espírito do sentido, do significado e da razão que está escrita. E o que está escrito tende a romper com as grades e sair em liberdade por aí. Nessa aventura o que não está escrito invade as folhas do papel e a tela do computador: ninguém segura!

    Saudemos os professores, os funcionários administrativos, os organizadores em geral, os estudantes, as escolas, as palavras, os livros, os autores... Um dia de leitura reúne bravos e seletos apreciadores ainda que pequenos futuros líderes, construtores de histórias, da história soletrada. Estudantes locais que destruirão as barreiras sociais e se tornarão cosmopolitas, proprietários de seu tempo: homens e mulheres inexoravelmente livres.

     

    Poesia pela Alma de Campos Belos...

    Nossos Campos são tão Belos! Nossas montanhas arredondadas se impõem e nossos brejos choram... Vamos cantar esse hoje?

    O esconderijo do sol por traz do silêncio de nossas tardes... Vamos representar nosso passado com o brilho da estrela no outono?

    Enquanto a tristeza não passa, enquanto a as agruras persistem, não arredamos: aviaremos a semente para nascer sob a presença do grande sol de verão!

    Passado o canto de hoje, ao rebento da cigarra incansável, ao insistente bem-te-vi, à quase desaparecida fogo apagou: celebramos o amanhã com eles...

    A alma embeleza o tempo, o tempo recepciona a saudade e os campos entardecem nossos gritos! Assim embalança à criança, que na rede não dorme – aprecia!

    Adelino Machado

     

     



    Escrito por assmachado às 11h03
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    Pequena mostra da situação da profissão dos professores em concursos de Prefeituras pelo Brasil, comparado a profissões que não exige nível de escolaridade.

     

    Instituição

    Cargo

    Local de trabalho

    Carga horária

    Formação exigida

    Vencimento

    Prefeitura de Monte Alegre - Go

    Professor P-III

    Zona urbana e Kalunga

    40 horas semanais

    Licenciatura Plena em Pedagogia

     

    R$ 510,00

    Prefeitura de Monte Alegre - Go

     

    Pedreiro

     

    Zona urbana

    44 horas semanais

    1ª fase do ensino fundamental

     

    R$ 750,00

    Prefeitura Municipal de Arraias - To

     

    Professor P-II

     

    Zona rural

    20 horas semanais

    Pedagogia ou Normal Superior

     

    R$ 600,00

    Prefeitura Municipal de Arraias - To

    Operador de trator de esteira

     

    Zona urbana

    40 horas semanais

    Ensino fundamental completo

     

    R$ 800,00

    Prefeitura Municipal de Moiporá - Go

    Professor P-III

     

    Zona urbana

    30 horas semanais

    Licenciatura plena em pedagogia

     

    R$ 750,00

    Prefeitura Municipal de Moiporá - Go

    Operador de máquinas

     

    Zona urbana

    40 horas semanais

    Ensino fundamental incompleto

     

    R$ 1,000,00

    Prefeitura Municipal de Moiporá - Go

     

    Tratorista

     

    Zona urbana

     

    40 horas

    Ensino fundamental incompleto

     

    R$ 750,00

    Fontes: Edital e regulamento do concurso n° 001/2009 das prefeituras de Monte Alegre de Goiás e Moiporá – GO, disponíveis no site www.torresadvogadosassociados.com.br e Edital n° 01 do concurso 01/2009 da prefeitura municipal de Arraias – TO, disponível no site www.makroassessoria.com.br

     

     



    Escrito por assmachado às 10h41
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